Pessoas portadoras de necessidades especiais e principalmente os que possuem deficência física atravessam dificuldade maiores no dia-a-dia, dependem da ajuda dos outros e de meios para realizarem determinadas tarefas.
Quando o assunto é doença, a dificuldade passa a ser maior para aqueles que precisam se deslocar a um hospital ou centro de saúde. O quadro fica mais restrito quando há a necessidade de encontrar instituições e profissionais qualificados para atuar na área de atenção aos Portadores de Necessidades Especiais (PNE).
A APAE - DF (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais do Distrito Federal) obteve um convênio com a Universidade Paulista (UNIP), no qual uma turma de alunos exercia o trabalho de atendimento odontológico aos PNE cadastrados na associação, por motivos desconhecidos por nós, esta atuação deixou de existir.
Atualmente, a UNIP realiza atenções voltadas para pacientes com deficiências renais toda segunda-feira das 14 a 18 horas.
Com respeito às atenções realizadas na clínica da UNIP, abordamos um profissional altamente qualificado, que é um dos professores responsáveis pelas atividades exercidas na clínica da universidade, o Dr. José Marcio.
Grupo Saúde Para Todos: Com que freqüência é realizada a atenção para os PNE na clínica odontológica da UNIP?
Dr. José Márcio: É pouco, durante a semana realizamos aproximadamente o atendimento de 2 a 5 pacientes, e em outras semanas não temos.
Grupo Saúde Para Todos: Existe algum tipo de divulgação das atividades exercidas?
Dr. José Márcio: Não existe tanto por parte da faculdade e dos alunos, acreditamos que a população ja conhece o nosso serviço, o que fazemos é ficar a espera para atendê-los.
Grupo Saúde Para Todos: Quais são os tipos de tratamentos realizados pelos estagiários?
Dr. José Márcio: Raspagem, periodontia e dentística.
Grupo Saúde Para Todos: A atenção é significativamente diferenciada se comparada aos pacientes que não possuem necessidades especiais?
Dr. José Márcio: Bom, é complicado quando se tem pacientes que possuem dificuldade de permanecerem sentados, seja por impedimento físico ou mental, com relação ao tratamento, existem casos que precisamos aplicar anestesia geral para continuar o trabalho, também há outros que, para serem finalizados, há a necessidade de serem realizadas várias sessões, mas tudo isso é variável, depende do tipo de tratamento e do paciente.
Grupo Saúde Para Todos: Sabemos que o atendimento é por ordem de inscrição na triagem, nos casos de PNE qual é o procedimento?
Dr. José Márcio: Nos casos de urgência, sempre damos prioridade a eles. Tendo em conta as nossas limitações, não são todos os casos que conseguimos atender, quando isto ocorre, encaminhamos para um hospital especializado que tem todos os recursos necessários.
Agradecemos ao Dr. José Márcio pela atenção e esclarecimentos prestados e também ao João, Carlos e Daniel pela colaboração adcional para a coleta de dados.
Na odontologia, os PNE fazem parte de uma parcela de pacientes qualificados como especiais, por apresentarem desvios dos padrões de normalidade, necessitando assim, de atenção e abordagem específica por um período de sua vida ou indefinidamente (ELIAS, 1995, apud BATISTA, 2005).
A atenção à saúde bucal direcionada a esses indivíduos, no DF, foi iniciada no ano de 1990. Caracterizou o início do avanço no setor odontológico nessa área e um desafio para os profissionais destinados a esse trabalho, já que as dificuldades e limitações enfrentadas são inevitáveis. Embora quase duas décadas já tenham se passado, o acesso aos serviços de saúde para essa população ainda é reduzido e as condições são consideradas precárias (AGUIAR; GARCIA, 2003).
Pode-se dizer que a grande maioria dos portadores de necessidades está incluída nas Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs), caracterizada por ser uma sociedade civil, filantrópica, de caráter cultural, assistencial e educacional (BATISTA, 2005).
Diante do exposto, este trabalho tem por objetivo avaliar as condições dos serviços de saúde bucal prestados aos PNE na sede da APAE de Brasília – DF.
Quadro atual da atenção odontológica aos portadores de necessidades especiais em Brasília
1 comentários Postado por Aprender com Gêneros - Odontologia às 14:38O nosso grupo resolveu abordar a respeito da importância de uma melhor atenção voltada para os portadores de necessidades especiais na área odontológica, no que tange a defesa de seus direitos. Iremos pesquisar as medidas que estão sendo adotadas para a promoção e também à articulação de ações perante os organismos que defendem esta causa.
Para a realização deste projeto, visitaremos a sede da APAE em Brasília para averiguar o quadro da inclusão social de seus usuários e pesquisar quais as soluções estratégicas encontradas para melhorar a qualidade de prestação de serviços, com isso, relatar as medidas encontradas para uma inclusão social que promova o exercício da cidadania, de acordo com as legislações implantadas a respeito, delimitando essa abordagem para a área odontológica.
Teremos ações como a visitação da clínica da Universidade Paulista de Brasília, com objetivo de analisar o tipo de atendimento exercito e a capacitação dos profissionais para o atendimento de portadores de necessidades especiais, também realizaremos pesquisas através de sites como por exemplo o site oficial da APAE de Brasília (http://www.apaedf.org.br/), teremos em nossas mãos livros e alguns artigos indicados para discorrer sobre este tema.
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